Os indicadores (KPIs) que toda agência de viagens deveria acompanhar todo mês
Faturamento é vaidade, margem é sanidade
É comum uma agência fechar o mês com faturamento recorde e margem menor que no mês anterior — porque vendeu mais produto de baixa comissão, ou porque a inadimplência subiu junto com as vendas. Olhar só faturamento esconde isso.
Os 5 indicadores que valem a pena acompanhar
- Ticket médio: valor médio por venda — queda constante pode indicar que a equipe está vendendo produtos mais simples do que poderia;
- Margem realizada: não a margem planejada na régua de preço, mas a que efetivamente sobrou depois de custos e comissões;
- Taxa de conversão do funil: quantos leads viram venda — mostra se o problema é geração de leads ou fechamento;
- Aging de inadimplência: quanto está parado em atraso, e há quanto tempo;
- Recompra: percentual de vendas que vêm de clientes que já compraram antes — o termômetro da fidelização.
Frequência importa mais que precisão
Um indicador olhado toda semana, mesmo que aproximado, vale mais que um relatório perfeito montado uma vez por trimestre. O objetivo é perceber a tendência a tempo de agir, não produzir um documento bonito depois que o problema já aconteceu.
Onde começar
Se hoje nenhum desses cinco números está disponível sem uma tarde inteira de planilha, comece registrando cada venda com os dados que alimentam esses indicadores automaticamente — o relatório vira consequência do registro, não um trabalho à parte.