Turismo

Como precificar pacotes de viagem sem perder margem no meio do caminho

Por Equipe Beimax 08/07/2026 6 min de leitura

O erro mais caro é o mais silencioso

Preço "no feeling" funciona até o mês em que as contas não fecham. A maioria das agências não perde dinheiro numa venda só — perde um pouco em cada venda, ao longo de meses, porque o markup nunca foi formalizado.

Os três componentes de todo preço

  • Custo real: o que você paga ao fornecedor, incluindo taxas que aparecem só no fechamento (câmbio, tarifa de embarque, seguro).
  • Comissão ou markup: o percentual que remunera o trabalho da agência — deveria ser uma regra escrita, não uma decisão a cada orçamento.
  • Custo operacional embutido: tempo de atendimento, emissão, pós-venda. Pacotes complexos consomem mais desse custo do que uma passagem avulsa.

Por que markup fixo pra tudo é armadilha

Aplicar 15% em cima de tudo parece simples, mas ignora que um pacote internacional de alta complexidade consome muito mais horas de atendimento que uma diária de hotel nacional. O resultado: você subprecifica o que dá mais trabalho e superprecifica o que é simples — perdendo competitividade exatamente onde teria mais chance de vender.

Como montar a régua certa

  1. Separe o catálogo por complexidade de atendimento (simples, médio, alta complexidade);
  2. Defina uma faixa de markup por categoria, não um número único;
  3. Registre o percentual aplicado no momento da venda, não depois — é o único jeito de descobrir a margem real do mês;
  4. Revise a régua a cada trimestre, comparando margem planejada com margem realizada.

O sinal de que está funcionando

Quando o relatório de vendas mostra a margem de cada pacote sem você precisar recalcular nada na mão, a régua está registrada corretamente no sistema — e deixou de depender da memória de quem fechou a venda.

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