Parcelamento no cartão: o que a agência precisa entender sobre antecipação de recebíveis
Parcelar facilita a venda, mas atrasa o caixa
Oferecer parcelamento no cartão aumenta a taxa de fechamento, um pacote que pareceria caro à vista fica mais acessível dividido em várias vezes. O outro lado dessa decisão é que o dinheiro da venda não entra de uma vez, entra aos poucos, ao longo dos meses do parcelamento.
Onde isso aperta o caixa da agência
Fornecedor de hospedagem e transporte normalmente exige pagamento à vista ou em prazo bem mais curto do que o parcelamento oferecido ao cliente final. Isso cria um descompasso: a agência paga o fornecedor antes de ter recebido o valor total da venda parcelada.
Antecipação de recebíveis como ferramenta, não como hábito
Antecipar o recebível junto à operadora do cartão, recebendo o valor total, com desconto de taxa, em vez de esperar cada parcela, resolve o descompasso de caixa pontualmente, mas tem custo. Usar isso como ferramenta ocasional, quando o fluxo de caixa realmente precisa, é diferente de depender disso estruturalmente todo mês.
Calcular a taxa de antecipação na precificação
Se a agência sabe que vai antecipar boa parte das vendas parceladas, essa taxa de antecipação precisa entrar no cálculo de precificação do pacote, do contrário, a margem calculada no papel não é a margem que realmente sobra depois de pagar a taxa da antecipação.
Acompanhar o fluxo de caixa projetado, não só o realizado
Sem projetar quando cada parcela de cada venda vai efetivamente entrar no caixa, é fácil vender bem num mês e ainda assim enfrentar aperto de caixa nesse mesmo mês, porque o volume vendido não corresponde ao volume que realmente entrou como dinheiro disponível.