Remarcação de pacote: como cobrar (ou não) sem perder o cliente
Remarcação não é cancelamento, e a regra deveria refletir isso
Um cliente que pede para remarcar a data de uma viagem, mantendo o mesmo pacote, não está desistindo da compra, está ajustando quando vai usar o que já comprou. Tratar remarcação com a mesma rigidez de um cancelamento, com perda total do valor, por exemplo, costuma gerar mais atrito do que necessário.
O custo real que a remarcação pode gerar
Dependendo do fornecedor e da proximidade da data original, remarcar pode ter custo real, hotel ou transporte já reservado numa tarifa que não se aplica na nova data, por exemplo. Cobrar uma taxa de remarcação que reflita esse custo real é diferente de cobrar uma penalidade arbitrária só porque o cliente pediu para mudar.
Prazo mínimo para remarcar sem custo adicional
Definir um prazo, por exemplo remarcação sem custo até determinado número de dias antes do embarque, com taxa a partir daí, dá previsibilidade ao cliente e evita negociação caso a caso toda vez que alguém pede para mudar a data.
Remarcação como alternativa ao cancelamento
Quando um cliente pede cancelamento por um motivo que pode ser resolvido com uma nova data, como um imprevisto pontual e não desistência da viagem, oferecer remarcação como alternativa antes de processar o cancelamento evita perder a venda por completo, e ainda mantém o cliente satisfeito com a flexibilidade oferecida.
Comunicar o limite de remarcações permitidas
Sem um limite claro de quantas vezes um mesmo pacote pode ser remarcado, alguns casos se arrastam indefinidamente, consumindo tempo operacional sem nunca se resolver. Definir um número máximo de remarcações por pacote, comunicado desde a venda, evita esse desgaste.