Temporada alta e baixa: como planejar a operação sabendo que a demanda não é constante
O erro de operar o ano inteiro no mesmo ritmo
Dimensionar equipe, estoque de vagas com fornecedor e fluxo de caixa para uma demanda média ignora que a demanda real de uma agência de viagem raramente é constante, ela concentra em janelas específicas do ano e cai bastante fora delas.
O que fazer diferente na temporada alta
Nos meses de maior procura, o gargalo normalmente não é vender, é dar conta de atender rápido o volume de interesse sem perder qualidade no atendimento, e garantir vaga com fornecedor antes que esgote. Reforçar equipe temporariamente e travar contrato com fornecedor com antecedência costuma valer mais do que economizar nesse período.
O que fazer diferente na temporada baixa
Fora do pico, o desafio muda: gerar demanda que não existiria naturalmente, seja com preço mais atrativo, seja com público diferente, como grupo fechado, terceira idade ou roteiro fora do óbvio. Tentar vender na baixa temporada com a mesma estratégia da alta temporada normalmente não funciona.
Planejar o caixa para os dois extremos
Receita concentrada em poucos meses do ano exige reserva de caixa suficiente para cobrir despesa fixa nos meses de baixa. Sem isso, um período de baixa temporada mais longo do que o esperado vira aperto financeiro real, mesmo numa agência saudável no ano fechado.
Usar dado histórico para prever, não só sentir
Olhar o histórico de vendas por mês dos últimos anos, não só a lembrança do que aconteceu na última temporada, ajuda a antecipar quando a demanda deve subir e cair, e planejar contratação, caixa e estoque de fornecedor com antecedência, em vez de reagir no meio da temporada.